A perspectiva feminina sobre a violência doméstica

Delegada da Polícia Civil e advogada criminalista foram convidadas pelo curso de Direito da FACIT-TO para falar sobre o tema Para fechar o mês de Combate à Violência contra a Mulher, celebrado em agosto, o curso de Direito da Faculdade de Ciências do Tocantins – FACIT-TO convidou a delegada da Polícia Civil do Tocantins, Dra. Sarah Lilian de Souza, e a advogada criminalista, Dra. Brindilla Ventura para compartilharem suas experiências profissionais diante do combate à violência doméstica contra a mulher. O bate-papo aconteceu no último dia de agosto, no auditório do campus II da faculdade, e contou com a presença dos acadêmicos de vários períodos do curso de Direito. “O objetivo foi levar para os alunos uma mensagem de combate à violência em todos os gêneros. O estudante de Direito é responsável por formar opinião na sociedade, de entender seu papel e transformar em realidade um mundo com condições melhores para se viver”, explicou o coordenador do curso, Maicon Rodrigo Tauchert. Medo de denunciar A advogada criminalista Brindilla Ventura conta que as mulheres sentem receio de denunciar o companheiro violento por medo de que as medidas adotadas pela Justiça não funcionem. “Sempre que tocamos no assunto, mencionamos a importância que é a mulher ter a coragem para tomar atitudes e denunciar. As medidas protetivas são muito efetivas porque, conforme dados recentes de homicídios da cidade, esse ano tivemos três vítimas de violência doméstica com feminicídio, mas nenhuma tinha medida protetiva”. A delegada Sarah Lilian lembrou que a medida protetiva foi um avanço da Lei Maria da Penha, a principal garantia de proteção da mulher. “Ela é requisitada pela mulher vítima de violência por parte do parceiro e é deferida pelo judiciário em até 48 horas para garantir algumas medidas de proteção, como, por exemplo, o afastamento do agressor do lar, que ele esteja impedido de se comunicar com a vítima através de mensagens, ligações e de ter qualquer contato tanto com a vítima ou com qualquer testemunha do caso”, pontua a delegada. Alunos atentos e participantes A acadêmica do 4° período, Yasmin Pereira de Andrade, aprendeu bastante com o encontro. “As palestrantes falaram bastante de vários temas pertinentes às mulheres no Direito. Achei bem interessante quando falaram do empoderamento feminino. Foi bem enriquecedor e agradeço a FACIT por convidar boas profissionais para palestrar na faculdade”, finalizou Yasmin.